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Download page as pdfPrecaução nas comparações com vícios

Algumas vezes os tratamentos têm efeitos drásticos (clique aqui uma lista de registros relevantes) Estes podem ser indesejados e específicos, por exemplo, quando uma pessoa tem uma reação alérgica a um medicamento antibiótico. Os tratamentos também podem ter efeitos benéficos impressionantes, como a adrenalina nas reações alérgicas potencialmente fatais (McLean-Tooke et al. 2003). Porém, efeitos tão impressionantes são raros. Geralmente, os efeitos dos tratamentos são mais modestos, mesmo assim devemos saber sobre eles, por exemplo, o uso da aspirina para reduzir o risco de ataque cardíaco (Elwood 2004).

Por exemplo, a aspirina não previne todas as mortes prematuras após um ataque cardíaco, mas reduz a probabilidade de morte em cerca de vinte por cento, o que é importante em uma condição tão comum. Se estes efeitos moderados, porém importantes da maioria dos tratamentos forem detectados com segurança, devemos tomar cuidado para assegurar que comparações com viés não nos levem a acreditar que os tratamentos são eficazes quando na verdade são ineficazes ou prejudiciais, ou ineficazes quando eles podem na verdade ser eficazes.

Os vieses nos experimentos de tratamentos são aquelas influências e fatores que podem levar a conclusões sobre os efeitos dos tratamentos que diferem totalmente da verdade. Embora muitos tipos de vieses possam distorcer os resultados de pesquisas em saúde (Sackett 1979), na James Lind Library nos concentramos naqueles vieses que devem ser minimizados nos experimentos controlados de tratamentos. Estes são:

Ignorar estes vieses (ou às vezes, inescrupulosamente, se aproveitar deles), pode levar as pessoas a acreditar que um novo tratamento é melhor do que um tratamento existente, quando na verdade não é. Isto pode ocorrer em decorrência de basear as conclusões em:

Geralmente, os experimentos não controlados que resultam destes vieses não são reconhecidos pelo o que são. Entretanto, é comum pessoas com interesses escusos explorarem estes vieses de modo que os tratamentos sejam apresentados como se eles fossem melhor do que realmente são (Sackett and Oxman 2003).

Sendo os vieses involuntários ou propositais, as conseqüência são as mesmas: a não ser que os experimentos de tratamentos sejam controlados, alguns tratamentos ineficazes ou prejudiciais parecerão eficazes, enquanto que alguns tratamentos eficazes parecerão ineficazes ou prejudiciais.

Cite como:

Editorial commentary (2007). Precaução nas comparações com vícios. The James Lind Library (www.jameslindlibrary.org).

Essay seguinte:

Diferenças entre as pessoas comparadas

Selecione o essay:

 

Referências

Elwood P (2004). The first randomised trial of aspirin for heart attack and the advent of systematic overviews of trials. The James Lind Library (www.jameslindlibrary.org).

McLean-Tooke APC, Bethune CA, Fay AC, Spickett GP (2003). Adrenaline in the treatment of anaphylaxis: what is the evidence? BMJ 327:1332-1335.

Sackett DL (1979). Bias in analytic research. Journal of Chronic Diseases 32:51-63.

Sackett DL, Oxman AD (2003). HARLOT plc: an amalgamation of the world's two oldest professions. BMJ 2003;327:1442-1445.

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